IAT restringe acesso a áreas degradadas do Parque Estadual Pico Paraná
Estacas e cordas delimitam zonas dos Picos Caratuva e Itapiroca enquanto acampamentos passam a ter locais fixos autorizados
O Instituto Água e Terra (IAT) interditou trechos dos Picos Caratuva e Itapiroca, dentro do Parque Estadual Pico Paraná, nos municípios de Campina Grande do Sul e Antonina, para permitir a recuperação de áreas degradadas pelo trânsito intenso de visitantes. A medida, executada com apoio de voluntários, consiste na instalação de estacas e cordas para delimitar fisicamente as zonas em que o acesso está proibido. O período de restrição é indeterminado e dependerá do ritmo de regeneração da vegetação e do ecossistema em cada ponto.
As interdições integram o Plano Emergencial de Uso Público do parque. Em paralelo, o IAT também realiza a demarcação dos locais autorizados para acampamento dentro da unidade, com o objetivo de concentrar o impacto dos visitantes em áreas previamente definidas e evitar novos danos à cobertura vegetal.
Áreas permitidas para acampamento
No setor Caratuva, os pontos autorizados para acampamento são Abrigo 1, Abrigo 2 e Itapiroca. No setor Camapuã, as opções disponíveis são Camapuã, Siririca e Cerro Verde. A demarcação dessas zonas visa ordenar o fluxo de montanhistas e evitar que barracas sejam armadas em locais sensíveis do parque, contribuindo para a preservação da flora e da fauna nativas.
Estado de degradação e prazo de recuperação
Alguns dos pontos demarcados apresentam degradação avançada, o que pode prolongar o tempo necessário para a recuperação ambiental. O progresso de cada área será acompanhado pela equipe técnica do IAT, vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), para determinar quando o acesso poderá ser reaberto. Não há prazo fixo estabelecido para o levantamento das restrições.
Sobre o Parque Estadual Pico Paraná
Criado pelo Decreto Estadual nº 5.769, de 5 de junho de 2002, o Parque Estadual Pico Paraná está situado na Serra Ibitiraquire, na Serra do Mar paranaense. A unidade de conservação abriga o ponto mais alto da Região Sul do país, com altitude de 1.877,39 metros, e é composta por cinco picos e um morro, alcançados por trilhas que variam entre 3,5 km e 10 km. A vegetação inclui arbustos, xaxins, trepadeiras, bromélias, orquídeas, samambaias e árvores de grande porte como cedro, canjarana, figueira-branca, canela-preta e sassafrás. O parque registra mais de 71 espécies animais, entre elas a onça-pintada e a suçuarana, ambas ameaçadas de extinção.