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STF mantém prisões de parentes do banqueiro Daniel Vorcaro por 3 votos a 1

Dias Toffoli ficou impedido de votar por ser sócio de resort adquirido por fundo ligado ao Banco Master

STF mantém prisões de parentes do banqueiro Daniel Vorcaro por 3 votos a 1
Foto: AXP Photography / Pexels

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, nesta terça-feira (16), as prisões de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e de Felipe Vorcaro, primo de Daniel. Os dois são investigados por supostamente terem auxiliado na ocultação de recursos oriundos de um esquema de fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada por 3 votos a 1.

O colegiado referendou a decisão individual do ministro André Mendonça, relator do caso, que havia determinado as prisões anteriormente. Também votaram pela manutenção da custódia os ministros Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes ficou vencido ao defender a concessão de prisão domiciliar ao pai de Daniel Vorcaro. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido e não participou do julgamento.

Impedimento de Toffoli

O afastamento de Dias Toffoli do caso decorre de uma situação declarada por ele próprio no início deste ano: o ministro é sócio do Resort Tayayá, estabelecimento que foi adquirido por um fundo de investimento sob controle do Banco Master. A relação patrimonial configurou impedimento formal para que ele votasse em matérias relacionadas à instituição financeira investigada.

Operação Compliance Zero

Henrique e Felipe Vorcaro foram presos no dia 14 de maio, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação apura fraudes financeiras praticadas no âmbito do Banco Master e também investiga a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Essa foi a sexta fase de uma série de ações investigativas em curso contra o grupo.

Contexto do caso

As investigações apontam que Henrique e Felipe desempenhavam papel ativo na estrutura montada para dissimular a origem e o destino de recursos ilícitos ligados ao esquema de fraudes atribuído a Daniel Vorcaro no sistema financeiro. A defesa dos acusados contestou a necessidade das prisões após as detenções, mas o argumento não foi acolhido pela maioria da turma. O caso ainda apresenta outros desdobramentos: o Banco Regional de Brasília (BRB) identificou necessidade de aporte significativo para cobrir perdas associadas ao Master, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou uma nova proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro.

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